Blog Vida Ativa na Maturidade

 

 

Aposentadoria

Postado por Carolina Santos em 4 de outubro de 2010.

A reportagem que saiu no Fantástico de ontem, sobre planejamentos para a aposentadoria, mostra que os brasileiros são os que mais contam com a família nessa hora.

Nosso colaborador e amigo Renato Veras faz uma participação e diz:

“A sociedade é outra. Não é mais uma sociedade que a vida se encerra aos 60 anos. Uma vida que se encerra aos 80, 90 ou 100 anos. Portanto, esses 40 anos a mais têm que ser obtidos de uma forma plena. Ou seja, tem que ter dinheiro, tem que ter trabalho, tem que ter lazer, tem que ter uma nova organização social”, explica o médico especialista em envelhecimento.

A matéria também mostra como o jovem pode começar a garantir seu futuro a partir de agora, afinal sabemos que nossa expectativa de vida sobre cada vez mais e é muito confortável ter a certeza de ter independência financeira garantida até os 100 anos de idade, não é?

Colocamos uma pesquisa que relata os mesmos resultados aqui a duas semanas atrás.


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Comentário

Postado por Renato Veras em 21 de setembro de 2010.

Sobre a reportagem da Folha colocada no Blog esta manhã, penso que esta sensação que o papel do cuidado do idoso é da família, também é verbalizada pelos parentes e pelas pessoas próximas aos idosos.

Na pesquisa realizada pela Prof.ª Úrsula Kartch em São Paulo com idosos que deram entrada em hospitais com AVC, na primeira entrevista com o serviço social todos os membros da família fizeram juras de apoio e amor a este seu parente querido e relataram projetos de ajuda a este parente e/ou amigo, agora enfermo.

No entanto, três meses após o quadro da doença, essa situação não era semelhante. Com o passar do tempo este discurso do apoio se mostrava inexistente.

O que ocorre é que a sociedade brasileira não sabe o que é envelhecer, pois sempre fomos um país de jovens e o que fazemos é repetir o discurso que amamos os nossos familiares. Mas, quando chega a hora da verdade, aparecem várias outras dificuldades como, dinheiro, tempo, continuidade no cuidado, incapacidade técnica entre outros.

Na minha avaliação esta mesma pesquisa no ano de 2020 terá resultados bem diferentes e infelizmente resultados piores e colocando os brasileiros com índices mais próximos dos europeus.


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"Riscos Ambientais à Saúde, Mitos e Verdades" (Lançamento do livro)

Postado por Cristiane Felipe em 13 de novembro de 2009.

autografo veras 002riscos ambientais na saúde - mitos e verdades

 

 

 

 

 

 

Foi ontem, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, o lançamento do livro Riscos Ambientais à Saúde. Na foto, Dr Renato Veras, coordenador da obra, consultor do Age e colaborador deste blog autografando o livro.

Boa leitura!


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Riscos ambientais à Saúde – Mitos e Verdades

Postado por Renato Veras em 4 de novembro de 2009.

Recebemos um bombardeio diário de notícias sobre os ricos para a saúde que nos espreitam no dia a dia. Na verdade, porém, muitos desses perigos acabam por se provarem exagerados. De acordo com o autor e epidemiologista Geoffrey Cl Kabat, essa revelação de pequenos riscos ambientais levam a uma ansiedade desnecessária e à confusão por parte do público em geral sobre quais revelações têm efeitos importantes sobre a saúde e quais terão poucos efeitos ou nenhum. Kabat aborda os medos em relação à saúde como “fatos sociais” e mostra diversos fatores que podem contribuir para aumentar um risco. Estes incluem artigos tendenciosos da mídia e, para grande surpresa, ações de pesquisadores que podem enfatizar certas descobertas enquanto ignoram outras, agências reguladoras e de saúde, desejosas de mostrarem sua receptividade em relação às preocupações com a saúde pública, políticos e advogados com interesses em um resultado específico. Por meio de quatro estudos de caso, Kabat demonstra como uma confluência de interesses pode levar o um exagero ou riscos ambientais na saúde - mitos e verdadesdistorção de evidências científicas. Ele examina os riscos para saúde de poluentes, como o DDT, por exemplo, como uma causa de câncer de mama, campos eletromagnéticos de centrais de energia, radônio nas casas e fumo passivo. Traçando a trajetória de cada um desses perigos desde o surgimento até os dias de hoje, Kabat mostra como a publicação de estudos mais rigorosos e avaliações críticas basicamente ajudaram a colocar o risco em perspectiva.

Esses estudos serão publicados no livro recem lançado “Riscos Ambientais à Saúde – Mitos e Verdades”.


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Mensagem sobre o pânico a respeito da Gripe A (H1N1)

Postado por Renato Veras em 13 de agosto de 2009.

Os pacientes preocupantes serão os com temperatura acima de 38 graus e sintoma respiratório igual ou maior destes. Mais de 99% evoluirão bem, com sintomas leves ou moderados, sem necessidade de uso do antiviral.
Para o restante, onde houver comprometimento maior (a critério do médico), há medicamentos em estoque mais do que suficiente nos estados e estocados em tonéis para eventual produção de milhões de unidades, que podem ser rapidamente disponibilizados.

Por enquanto
Evite aglomerações.
Areje os ambientes.
Lave repetidamente as mãos.
Tenha higiene com gotículas respiratórias.
Mantenha alimentação balanceada, com ênfase em líquidos e frutas.
Repouso nos casos leves de gripe.
Evite bares fechados, cinemas, barzinhos e shows superlotados.
As máscaras deverão ser usadas pelos doentes respiratórios e profissionais de saúde que prestam atendimento a este grupo de pacientes (e não a médicos que atendem outros grupos eletivos sem suspeita desta gripe).

ATENÇÃO: repito, é preciso cuidado, alerta, prevenção, acompanhar e confiar nas informações das autoridades, que são reais e fidedignas. Porém, como é um vírus novo, de comportamento ainda incerto, nada impede que em poucos dias as condutas e orientações sejam mudadas e readaptadas. As autoridades estão modificando de forma ágil e responsável, de acordo com o comportamento do vírus.

Seguindo as orientações oficiais, que podem realmente ser mudadas a qualquer tempo, estaremos com faixa de cobertura segura e eficaz.

Tomo esta iniciativa somente no intuito de tranquilizar meus amigos e pacientes.

ESCLARECIMENTOS IMPORTANTES

1- A disseminação do vírus é real, ele já ultrapassou a “barreira” inicial de contaminação dos casos iniciais (vindos de países com casos comprovados) e já circula livremente entre nós, ajudado pelas condições climáticas de inverno. Grande parte dos quadros gripais leves e moderados já são do novo vírus (H1N1). Como há um grande número, os exames só serão feitos nos casos graves e/ou internados, mas já há grande circulação de vírus em forma branda, com sintomas da gripe comum. Não há motivo para pânico (e sim para CUIDADOS) porque em 99% dos casos a evolução será absolutamente benigna após alguns dias.

2- Cuidados preventivos (boa alimentação com ênfase em sucos, frutas e verduras, ambientes arejados, higiene redobrada de mãos e secreções oro-nasais). Em vigência do quadro gripal, como os sintomas iniciais são exatamente iguais aos da gripe sazonal, entrar em contato com seu médico ou posto de saúde: após a avaliação inicial, a maioria dos casos será manejada com repouso em domicílio, e medicação sintomática, com acompanhamento periódico. Em Curitiba temos Call center 24 hs para acompanhamento dos casos.
Caso haja piora, ou o quadro inicial seja grave, ou em pacientes de risco (gestantes, idosos, menores de 2 anos, imunodeprimidos), após avaliação médica pode ser necessário uso imediato do antiviral. Ressalto que há antiviral em quantidade suficiente, além de matéria prima disponível para preparo de doses adicionais.

3- Os cuidados básicos de alimentação, higiene, repouso adequado e ventilação de ambientes, devem ser seguidos sempre. Alguns cuidados específicos estão sendo readaptados de acordo com a evolução da curva epidemiológica: é uma nova patologia, e os protocolos vão sendo adaptados de acordo com as novas necessidades.

4- Não foram tantas mortes comparados com o percentual total de contaminados. No Paraná, até hoje tivemos 39 óbitos pelo H1N1, para um número muito maior de infectados com evolução benigna…Muitas outras mortes, são pelo vírus da gripe comum, outras tantas por bactérias causadoras de pneumonias típicas do inverno. Com a disponibilização ágil do Tamiflu (antiviral) nas primeiras 48 horas, o número de óbitos deve ser reduzido significativamente.

5- A automedicação é prejudicial, pois pode mascarar um quadro inicial e postergar o início de tratamento efetivo. Por outro lado, o uso indiscriminado do antiviral sem a prescrição médica, também pode ser prejudicial, aumentando a patogenicidade do vírus (ele se torna resistente). O conselho é: em casos de febre igual ou maior que 38º C acompanhados de sintomas respiratórios, o paciente procure avaliação médica.
Quadros sem febre ou com febre abaixo de 38ºC, podem ser manejados com antitérmico e medicação sintomática em domicílio, e observação frequente para detectar qualquer piora dos sintomas.

6- Calcula-se que esta primeira “onda” no Brasil, deva ser crítica no mês de agosto, entrará em estabilização e começará a regredir nos próximos dois meses. Isto é somente uma projeção, há que se acompanhar diariamente a curva epidemiológica e os protocolos poderão ser adaptados ou modificados a qualquer momento.

7- A máscara só é recomendada para pessoas que apresentam sintomas respiratórios e para a equipe de saúde que atende pacientes com sintomas respiratórios. Ela é descartável e deve ser trocada de 3 em 3 horas.

8- O afastamento das aulas nestas semanas de pico, ajuda na diminuição da transmissibilidade, pois as crianças e adolescentes são potenciais transmissores e nem sempre tem hábitos adequados de higiene de mãos e vias respiratórias. As autoridades competentes vão definir a data do reinício das aulas, possivelmente o próximo dia 17/08/09. Como a transmissão da gripe A é através de contato direto (gotículas expelidas através de tosse ou espirros) e por contato das mãos com superfícies contaminadas, recomenda-se sim, que se evitem locais abafados e super lotados. Nos locais mais arejados: clubes, parques, ciclovias, quadras abertas, o risco é mínimo.

9- Por ser uma entidade nova, que, apesar de não ter alta periculosidade, teve ampla distribuição geográfica (pandemia); e por estarmos avaliando as reações das populações atingidas e as condutas preventivas a serem tomadas.
10 - Conforme os dados do Ministério, não há indício por ora de que o vírus se torne mais agressivo. A dispensação de medicamento para os raros casos mais graves, já está agilizada. A vacina já está em desenvolvimento, o que deverá minorar os casos nos próximos surtos. A vacina estará disponível inicialmente para países do Hemisfério Norte (que entram no inverno no final do ano). No Brasil, a vacinação deverá começar em 2010.


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Como ser um grande médico

Postado por Renato Veras em 7 de julho de 2009.

Sorria. Um sorriso poderá curar a ansiedade do seu paciente.

Ofereça o cuidado com entusiasmo.

Escute de forma ativa.

Não tenha preconceito de sexo ou social.

Demonstre empatia.

Transmita confiança ao falar.

Construa a lealdade do paciente.

Evite comentários críticos.

Seja curioso!

Concentre-se tanto nas queixas físicas quanto na saúde mental.

Compreenda o estigma social.

O paciente é sua prioridade.

Não use jargões médicos.

Cada paciente é diferente.

A chave que abrirá a caixa mágica de informações está com você.

Cada passo do tratamento deverá aumentar a confiança.

Para muitos pacientes o seu médico é um redentor. Valorize isso.

Cura = medicina + confiança.

Um médico bem sucedido tem grande responsabilidade social.


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75% dos diabéticos não têm a doença sob controle

Postado por Renato Veras em 29 de junho de 2009.

Sumário:
1. Conclusão é de estudo epidemiológico brasileiro sobre a situação desses pacientes.
2. Entre eles, quase metade apresenta complicações da doença não-controlada; 16% já têm algum grau de alteração da função renal.

Levantamento epidemiológico inédito, realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia, aponta que três em cada quatro diabéticos do país não controlam a doença adequadamente e estão com os índices de glicemia alterados.

A pesquisa realizou exames de sangue em 6.671 diabéticos, na faixa etária de 18 a 98 anos, de 22 centros clínicos espalhados por dez cidades. Trata-se do primeiro estudo epidemiológico brasileiro a analisar a situação dos diabéticos no país.

Avaliando os tipos de diabetes separadamente, o levantamento apontou que apenas 10% dos 679 portadores do tipo 1 da doença controlam-na de maneira adequada. E somente 27% dos 5.692 pacientes com o tipo 2 da doença mantêm os índices glicêmicos normais.

De acordo com o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, diretor do Centro de Diabetes da Unifesp e coordenador do estudo, todos os participantes fizeram exame de sangue de hemoglobina glicada para medir as taxas de glicemia.

Com esse exame, é possível avaliar a variação glicêmica do paciente nos últimos três meses e não apenas no dia (como nos exames de sangue comuns). Os exames, pagos pela Pfizer, foram realizados em um único laboratório.

Complicações
A pesquisa também avaliou se os participantes tinham algum sinal das principais complicações do diabetes não-controlado. Do total, 45% têm sinais de retinopatia diabética (problema de visão que pode levar à cegueira), 44% apresentam neuropatia (alteração nos nervos e perda da sensibilidade) e 16% já têm algum grau de alteração da função renal. Todas essas complicações são consideradas crônicas.

A literatura médica aponta que 56% dos norte-americanos também estão com a doença fora de controle, assim como 46% dos holandeses e 40% dos alemães. O pior índice é o da Tunísia, com 83% dos doentes com níveis alterados.

“Os resultados são assustadores. A gente imaginava que a doença não era controlada adequadamente pelo que observamos na prática clínica, mas não tínhamos ideia de que o índice era tão ruim. O estudo prova que a situação no Brasil está complicada”, afirma Chacra.

Na opinião de médico, apesar de o SUS disponibilizar a medicação, a falta de controle da doença ocorre por vários fatores, que incluem pouco treinamento dos médicos e dos profissionais de saúde, baixa adesão dos pacientes ao tratamento, influência da alimentação e vida sedentária. “Não é um único fator que contribui para o paciente não tratar a doença adequadamente”, diz.

Alimentação
Para o endocrinologista Roberto Betti, médico-assistente do Núcleo de Diabetes do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, um motivo importante para explicar por que o diabetes não é controlado corretamente é o fato de o tratamento envolver mudanças radicais e imediatas na alimentação do paciente.

“Toda vez que o assunto envolve alimentação fica mais complicado. É muito difícil fazer as pessoas mudarem seus hábitos de vida e isso acaba se tornando uma barreira. Além disso, o paciente também tem dificuldade em aderir ao tratamento medicamentoso”, afirma o médico do InCor.

Marília Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, elogiou a metodologia do estudo – que analisou o histórico glicêmico dos pacientes no mesmo laboratório. “Esse fator é muito importante, pois deixa o procedimento padronizado e evita possíveis distorções”, diz Gomes.
Ela diz que os resultados são preocupantes e ressalta os riscos de manter o diabetes fora de controle. “Se o paciente não controlar a doença, ele pode desenvolver neuropatia, nefropatia e retinopatia diabéticas. Além disso, ele tem risco aumentado para doenças cardiovasculares. Além da glicemia, é preciso controlar todos os fatores de risco”, afirma.


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Entrevista com Dr. Renato Veras

Postado por Cristiane Felipe em 19 de junho de 2009.

Em entrevista à Andipi, Renato Veras, médico, professor e diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ressalta que o envelhecimento é um desafio do mundo contemporâneo, especialmente nos países subdesenvolvidos e naqueles em desenvolvimento, como o Brasil. Ele alerta que o aumento geométrico do número de idosos na população mundial demanda novas medidas em diversas áreas como previdência, saúde, transportes, organização do espaço urbano, suporte às famílias e impõe ao Estado a inserção do tema em suas agendas política, econômica e social.renato

Para ler na integra acesso o link: http://www.andipi.com.br/noticia.php?topicid=58
Abraço a todos e bom final de semana!


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Vírus da Gripe Suína parece tão fraco quanto o da gripe comum, dizem médicos

Postado por Renato Veras em 6 de maio de 2009.

Estas são as últimas informações que recebi. Vamos esperar um pouco mais para comemorar, de qualquer modo, são pesquisadores de qualidade que estão fazendo as afirmações deste texto. Senão, vejamos:

É cada vez maior o número de especialistas que afirmam que o novo vírus H1N1 é relativamente fraco em comparação a outros vírus que provocaram pandemias e, por isso, não há motivo para entrar em pânico.

“Tudo leva a crer que a gripe suína é como uma gripe comum, apenas com sintomas um pouco mais fortes. É um vírus novo, que se transmite entre seres humanos, mas o mundo está preparado para enfrentá-lo”, diz o infectologista Carlos Magno Fortaleza, chefe do Departamento de Doenças Tropicais da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Mary Nettleman, presidente do Departamento de Medicina da Universidade Estadual de Michigan, diz que o vírus não está se espalhando tão rápido como as pessoas imaginam. “Durante o auge da temporada da gripe são registrados cerca de mil casos por semana e, apesar de estarmos buscando infectados, até agora são apenas 109 afetados nos EUA.”
Para o infectologista Caio Rosenthal, dos hospitais Emílio Ribas e do Servidor Público Estadual, tudo o que se falou até agora sobre letalidade é especulação, pois os especialistas ainda não conhecem a história natural desse vírus. “Dentro de alguns meses talvez a gente saiba como esse vírus se comporta, mas ainda é cedo para afirmar alguma coisa”, diz ele.
Entre o grupo mais suscetíveis, assim como ocorre com a gripe tradicional, pessoas com doenças de base estabelecidas -como diabetes, asma e cardiopatias – e pacientes imunodeprimidos (portadores do vírus HIV ou recém-transplantados) são mais suscetíveis a terem complicações, caso sejam contaminados pela gripe suína.
Isso acontece porque o vírus influenza tem atração pelas vias respiratórias e, por isso, pode facilmente atingir o pulmão e causar pneumonia. Como o sistema de defesa dessas pessoas é menos eficiente do que o de pessoas saudáveis, o prognóstico costuma ser pior.
“Por causa da imunidade baixa, esses pacientes têm mais comprometimento pulmonar. Além disso, a pneumonia viral é mais grave do que a bacteriana e há menos medicamentos disponíveis. Assim, a morbidade é maior e, consequentemente, a mortalidade tende a ser mais alta”, diz Rosenthal.
O infectologista Fortaleza concorda: “Não temos dados sobre a evolução desse vírus ainda, mas é razoável imaginar que ele se comporte no organismo dessas pessoas da mesma forma que na gripe comum”.


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Bons hábitos podem evitar câncer em 30%

Postado por Renato Veras em 31 de março de 2009.

Cerca de 30% dos casos de 12 tipos de câncer registrados no Brasil poderiam ter sido prevenidos com hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, controle do peso e prática regular de exercícios. O resultado está em documento recém divulgado que mapeou a probabilidade de prevenção de tumor em quatro países, entre eles o Brasil. A estimativa é do relatório Política e Ação para a Prevenção do Câncer - realizada pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer e Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer.

A pesquisa analisou mais de 7 mil estudos sobre a incidência de tumores de esôfago; boca, faringe e laringe; estômago; cólon; pâncreas; mama; pulmão; rim; vesícula; fígado; próstata e endométrio. Com base nas evidências e no comportamento dos pacientes, apontou a probabilidade de prevenção no Brasil, EUA, Reino Unido e China. O tabagismo, responsável por cerca de 25% dos casos, não foi analisado. De forma geral, 19% de todos os tumores poderiam ser evitados no Brasil caso as indicações fossem seguidas. Segundo o estudo, os tumores evitáveis de cólon e de mama no Brasil são respectivamente 37% e 28% dos casos.


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